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Mulher como se vestia nos domingos
Características:
Blusa de seda, saia de brocado estampada,
meia
de renda de algodão branco e chinela de sola.
António Custódio
Histórias dos
nossos antepassados:
No Domingo, dia consagrado a Deus era
obrigatoriamente que não se trabalhasse. As
missas eram obrigatórias.
De maneira que se residissem longe ou
atravessassem caminhos difíceis, a presença na
missa dominical era indiscutível. Encontravam-se nas praças e aproveitavam para
fazem compras no mercado que decorria perto da
igreja e permaneciam abertos aos domingos.
As
missas duravam cerca de duas horas: em latim
cantavam sem compreender o significado das
palavras que pronunciavam; cantando como
podiam, pronunciando as palavras como
conseguiam; enquanto outros aproveitando a
viagem, falavam com os seus vizinhos que não
viam há algum tempo e outros ainda
aproveitavam para trocar umas palavras com o
Mestre Régio
Nas
missas, alguns comungavam e outros
confessavam, mas temiam serem julgados pelo
pároco e consequentemente “multados” por não
terem observado todas as prescrições da
igreja... Mas atentos ficavam as prédicas do
pároco. Naquele longo momento se eram
informados e aconselhados.
Tal momento era tão aguardado como hoje é o
noticiário! O próprio Estado e até o Rei
aproveitava a ocasião para passar a
informações.
No único momento em que o padre
se expressava em português, era quando os
nossos antepassados: sabiam de uma vitória ou
derrota na guerra; ou da morte ou casamento do
rei; da chegada de um cometa e das meras
actividades locais ou nacionais.
Estes impedimentos eram, na
maioria dos casos, pelos laços de parentesco
dos nubentes, coisa normal, pois havendo pouca
mobilidade toda a gente se casava com pessoas
da mesma aldeia. Muitas vezes o pároco
aproveitava a ocasião para dar uma dispensa
excepcional para que se pudesse trabalhar em
dias de descanso obrigatório para permitir
terminar um trabalho agrícola atrasado.
Texto:
Gisele Camacho
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